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LAMBREQUINS E RENDILHADOS: MEMÓRIA DE ORNAMENTOS EM MADEIRA

Suplemento: Casa & Conforto
Folha de Londrina, Quarta-feira, 12 de outubro de 2005.


Fotografia de Carlos Bozelli, do rendilhado de uma residência londrinense

Gotas d"água, filetes de neve, cachos de uva, pétalas de tulipa e uma infinidade de formas encontradas na natureza foram a inspiração para muitos "designs" de lambrequins nas tradicionais casas de madeira existentes no Paraná.

Esse charmoso ornamento foi introduzido nas construções de madeira no início do século passado quando imigrantes europeus - mais precisamente os poloneses - encontraram abundância desse material nas matas de araucárias na região sul do Estado.
As primeiras casas eram construídas sobre troncos de madeira e posteriormente substituídas por alvenaria. Essa estrutura parecia uma espécie de arcabouço formado por barrotes e vigas nos quais eram pregadas tábuas verticais, o que evitava acúmulo de umidade. A divisão interna original era bem simples constando de uma sala, quartos, um banheiro e uma cozinha. O sótão, geralmente habitável, surge em função da grande inclinação dos telhados, mostrando a forte influência européia.

Em uma região de frio intenso e freqüentes geadas, os lambrequins serviam prioritariamente como pingadeira, mas sem deixar de lado a função estética, por conseqüência. Os típicos lambrequins são mais encontrados no sul do Paraná, onde completa o acabamento dos beirais das casas. Na região de Londrina, ao contrário de muitos enganos, as casas de madeira não apresentavam lambrequins em suas edificações, mas rendilhados, enfatizando a função de ornamento nos frontões das varandas. Além da estética, esses detalhes elaborados artesanalmente representavam uma "marca registrada" dos carpinteiros que construíam as moradas de madeira, e assim imprimiam habilmente seus recortes em cada nova obra. Seu uso foi mais expressivo na década de 50.

Fotografias de Antonio Carlos Zani, com exemplos de rendilhados ornamentando
frontões de varandas em casas de madeira de Londrina

ARQUITETURA - história da função e da estética



Os tradicionais lambrequins têm entre 35 a 45 cm de comprimento e não dispõem de duas seqüências que sejam rigorosamente idênticas, muito embora sua maior parte seja variante de uma forma original. Observando seu estilo é possível identificar sua origem. Formas mais arredondadas podem ser encontradas em casas germânicas. Apresentações mais detalhadas, em construções de origem italiana. Os desenhos com linhas simples e quadradas são tipicamente poloneses.

Dois livros resgatam um pouco da memória dos lambrequins na região de Londrina: a edição fotográfica de Carlos Bozelli "Arquitetura de Madeira na Zona Urbana de Londrina", e "Repertório Arquitetônico das Casas de Madeira de Londrina", do arquiteto Antônio Carlos Zani. As fotos que ilustram a matéria integram o acervo fotográfico dos livros.

As ilustrações dos típicos e tradicionais lambrequins fazem parte do acervo do professor curitibano Key Imaguire Jr, que estão disponibilizadas no site referência: www.lambrequim.net .

Suplemento: Casa & Conforto
Folha de Londrina, Quarta-feira, 12 de outubro de 2005.